Sem a presença de Deco e Fred, o Fluminense, silencioso, entra em campo na noite desta quarta-feira com a missão de calar a equipe do Boca Juniors para se classificar às semifinais da Libertadores.
Apesar que as más lembranças do primeiro jogo, em La Bombonera, infelizmente permanecem vivas - não mais do que alguns poucos centímetros de recordação -, a partir de logo mais, com o apito inicial, qualquer sentimento de vingança deve estar a quilômetros de distância do Engenhão.
A bem da verdade, o Boca Juniors, um time muito bem adaptado ao jogo sujo, deseja, sim, que a desforra entre em campo e não o bom futebol do clube brasileiro, pois a equipe do perigoso Riquelme sabe muito bem que, para prosseguir na competição, suas maiores chances, mesmo diante de um desfalcado Fluminense, não recaem diretamente no trato limpo com a bola, e sim no uso e abuso de artimanhas. Um artifício que é, sem dúvida, seu principal aliado.
De longe, a principal fronteira que poderá separar o Fluminense da classificação não será o inimigo argentino. Será o tempo. Uma barreira que, se o tricolor não começar a destruí-la com um gol nas primeiras quarenta e cinco voltas do ponteiro, poderá, facilmente, nas próximas quarenta e cinco, se tornar em presa fácil para o Boca, que, como ninguém, sabe muito bem se alimentar de nervosismo alheio.
Mas sinceramente, acredito que o Fluminense, mesmo sem a presença de sua maior voz de gol, o artilheiro Fred, tem competências mil para não se desesperar com o tempo, e espero, ainda no primeiro tempo, um sonoro grito de gol da galera tricolor para que, na etapa complementar, qualquer palavra de alegria que, por ventura, possa estar aprisionada na garganta do Boca, seja substituída pela tristeza de muitas lágrimas argentinas.
Lágrimas avessas que espero existir do lado brasileiro, com o placar do Engenhão, após o apito final, sinalizando a diferença de dois ou mais gols. Calando a boca do Boca e indicando com segurança o desejado caminho às semifinais da Libertadores.
Adiante, Fluminense!
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Apesar que as más lembranças do primeiro jogo, em La Bombonera, infelizmente permanecem vivas - não mais do que alguns poucos centímetros de recordação -, a partir de logo mais, com o apito inicial, qualquer sentimento de vingança deve estar a quilômetros de distância do Engenhão.
A bem da verdade, o Boca Juniors, um time muito bem adaptado ao jogo sujo, deseja, sim, que a desforra entre em campo e não o bom futebol do clube brasileiro, pois a equipe do perigoso Riquelme sabe muito bem que, para prosseguir na competição, suas maiores chances, mesmo diante de um desfalcado Fluminense, não recaem diretamente no trato limpo com a bola, e sim no uso e abuso de artimanhas. Um artifício que é, sem dúvida, seu principal aliado.
De longe, a principal fronteira que poderá separar o Fluminense da classificação não será o inimigo argentino. Será o tempo. Uma barreira que, se o tricolor não começar a destruí-la com um gol nas primeiras quarenta e cinco voltas do ponteiro, poderá, facilmente, nas próximas quarenta e cinco, se tornar em presa fácil para o Boca, que, como ninguém, sabe muito bem se alimentar de nervosismo alheio.
Mas sinceramente, acredito que o Fluminense, mesmo sem a presença de sua maior voz de gol, o artilheiro Fred, tem competências mil para não se desesperar com o tempo, e espero, ainda no primeiro tempo, um sonoro grito de gol da galera tricolor para que, na etapa complementar, qualquer palavra de alegria que, por ventura, possa estar aprisionada na garganta do Boca, seja substituída pela tristeza de muitas lágrimas argentinas.
Lágrimas avessas que espero existir do lado brasileiro, com o placar do Engenhão, após o apito final, sinalizando a diferença de dois ou mais gols. Calando a boca do Boca e indicando com segurança o desejado caminho às semifinais da Libertadores.
Adiante, Fluminense!
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| Por Igor Carpanese |





