sábado, 4 de setembro de 2010

Saindo do Futebol, Entrando na Política


Eu penso que o onipotente presidente Luís Inácio Lula da Silva, não goste que eu pense. Pensar é uma qualidade imanente da mente humana, portanto, inseparável da minha existência. Enquanto respirar irei contrariá-lo, mas não contrariarei os meus olhos que insistem em enxergar um país muito diferente daquele do seu pensamento.
Considero que a grande diferença dos nossos pensamentos não é qualitativa, e sim, quantitativa. No máximo, quero que minha filha pense como eu, e para atingir esse objetivo, não distorço nenhuma realidade para que a pequena acredite em minhas palavras. Lula, quer que o Brasil pense como ele, e para atingir esse objetivo, distorçe com maestria toda a realidade para que as pessoas acreditem em suas palavras. 
O povo brasileiro por conveniência ou simplesmente por pura tolice, desertou do seu direito de pensar e estará sujeito a muitas infelicidades e privações que são inerentes somente aos governos tirânicos - assim eu penso.
Se aquele brasileiro que ficou sabendo do escândalo envolvendo a Receita Federal, não for capaz de pensar no que isso representa para sua liberdade, pode jogar-se no fogo e morrer queimado -não há conveniência ou tolice que expliquem acreditar nas palavras do presidente e das inúmeras sumidades que vieram a público tentar explicar o inexplicável, querer que acreditemos no inacreditável, que admitamos o inadmissível, que confiemos num governo que é, eu penso, inconfiável.
Lula, definitivamente, não gosta que eu pense, mas ainda respiro - procurando fazer uma força hercúlea para que, pelo menos uma parte dos brasileiros, não seja levada à opressão ou a qualquer outra forma de danação. Impossibilitar o meu pensamento é um poder que felizmente ele não tem e nunca terá.
Eu penso que quem merece o ostracismo, são os governos autoritários, e não o povo - vamos pensar Brasil!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Neymar: "Eu Dou Mesmo"


O talentoso Neymar, atacante do Santos, voltou à berlinda, motivo: aplicou um chapéu no adversário com a bola parada. A primeira vítima do "desrespeitoso" drible foi Chicão - o bom zagueiro corinthiano -, no primeiro semestre deste ano. Ontem, jogando contra o Avaí, a "injustiça" do lance voltou-se contra o volante Marcinho Guerreiro.
É sem dúvida alguma uma jogada polêmica, tanto que, os jogadores Chicão e Marcinho, sentiram-se dominados pela ira e, de forma idêntica, começaram a caçar o autor do drible dentro e fora de campo.
Como normalmente diante de uma contenda, ficamos do lado do mais fraco, o lance do atacante Neymar é visto pela grande maioria como desnecessário, provocativo, falta de humildade... a lista de predicados é enorme!
Eu vejo somente uma realidade: Chicão e Marcinho ficaram desesperados, desesperados porque não havia recurso algum que possibilitasse um troco em cima de Neymar justamente porque a jogada estava parada e, como não havia mais o que fazer, sentiram-se, ambos, orgulhosamente feridos. Nessa hora, o desespero foi extraordinário, o amor próprio ruiu com a mesma velocidade que uma onda desfaz uma singela brincadeira de criança à beira da praia, o que fez com que condenassem Neymar, e não reconhecessem o seu raro talento.
Neymar, como um verdadeiro craque, não teme nada: nem a si próprio, nem as butinadas e nem as injúrias. Reconhece muito bem sua aptidão para o futebol e não vê nenhum obstáculo em praticá-la, nem que o lance esteja parado.
" Eu dou chapéu mesmo", uma frase que exprime muito bem a sua segurança em jogar futebol.
Talvez você não concorde comigo, mas há um ponto pacífico: O cara é bom demais!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lincoln - Falta Respeito


Hoje li no blog do Alex Muller: "Lincoln notifica o Palmeiras extra-judicialmente". Segundo o jornalista, trata-se de um assunto pecuniário envolvendo a negociação do jogador com o Galatasaray, da Turquia, que não estava sendo respeitado pelo Palmeiras.
Como as alianças são destruídas por motivos de interesse, isso foi um prato cheio para alimentar mais uma daquelas teorias esdrúxulas de conspiração. Como o jogador atualmente encontra-se no departamento médico, idéias paranóicas de pessoas alucinadas associam a demora do retorno do jogador aos gramados com a demora do Palmeiras em honrar o contrato. Parece-me um pensamento tão mesquinho que não merece o mínimo de crédito.
A fé que o camisa 99 do Palmeiras depositou na justiça é digna de crédito e deve ser respeitada, como os contratos também devem ser respeitados por pessoas honestas.
Portanto, Lincoln amparado no seu direito, não faz ameaças e nem tão pouco corpo mole, age apenas de forma legítima, usando de suas prerrogativas como jogador, funcionário e cidadão em busca do cumprimento de palavras, sejam elas: escritas ou verbalizadas.
Se alguns consideram à ação do jogador como exagerada, são aqueles mesmos que adoram negociar com covardes, exigindo até a última gota do seu sangue e desprovidos de uma das maiores qualidades do ser humano: o respeito.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Linguagem de André Sanches


O presidente André Sanches se gaba ao dizer que o novo estádio do Corinthians não terá sequer um centavo de dinheiro público. Contudo, a empresa Odebrecht responsável pela obra, fará um empréstimo junto a uma empresa pública federal - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - , para financiar o empreendimento.
Você eu não sei, mas acredito que o grande problema de André Sanches às vésperas do aniversário de 100 anos do Corinthians esteja relacionado com a linguagem.
Uma linguagem ao estilo do atilado político que somente sobrevive naquele país em que o povo desertou a verdadeira importância da palavra e que onde impera uma democracia de pobres, que, para quem não tinha nada, o pouco já é muito.
Uma linguagem deturpada da realidade, não compreendida pelo brasileiro habituado a viver num mundo silencioso, calado diante de tanta corrupção e sem voz para exigir o cumprimento das suas verdadeiras necessidades como cidadão.
André Sanches sabe muito bem que está falando para o silêncio, sabe muito bem que ninguém questionará, sabe muito bem que todos ficaram felizes com o discurso da construção do novo recinto. Mas sabe também que, suas palavras muito antes de serem proferidas, já eram o avesso da sua própria linguagem.



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Verdadeiro ou Falso?


A verdade pode ser um tema filosófico. Não vou além disso.
Mas, qual seria hoje a verdade do imprevisível Palmeiras? Seria um time forte capaz de alcançar o G-4 e consequentemente entrar na disputa direta pelo título do Brasileirão 2010 ou seria somente um time débil capaz apenas de impedir uma nova humilhação como em 2002?
Esse antagonismo de opiniões justifica-se peremptoriamente pela alta volatilidade apresentada pelo time de um jogo para outro, ficando muito difícil, se não impossível, tentar descrever a sua atual realidade.
Os fatores que contribuem para essa inconstância e que levam inevitavelmente ao julgamento se o Palmeiras é verdadeiro ou falso, tem as suas raízes crescendo a muito tempo a ponto de estarem hoje muito bem expostas, e, a não observância pelos responsáveis em atacarem definitivamente seus germes - pois nada acontece do nada - , a incógnita sobre a veracidade do Palmeiras sempre estará em jogo, e a desconfiança continuará sendo inevitável.
Creio que a única verdade compartilhada por todos hoje sobre o Palmeiras é que enfrentará o líder Fluminense na próxima rodada. Se apresentará um futebol verdadeiro ou falso, sei lá, não vou além disso.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010


O messias - Felipão - retornou, o mago - Valdívia - regressou, de nada adiantou. 
Nada, absolutamente nada parece diminuir o calvário palmeirense. 
Nem com ajuda da psicóloga contratada recentemente -Melissa Voltarelli -, o Palmeiras conseguirá demonstrar um bom futebol para os olhos da sua torcida. 
É evidente ontem e hoje o baixo nível técnico dos jogadores que até dispensa discussões, indemonstrável como um axioma.
Essa atual diretoria é droga pesada, faz com que o Palmeiras ande cambaleando pelos gramados, escurece sua visão, ensurdece, retira suas energias, torna-o estúpido. Quer que o torcedor admite o inadmissível, que seja um besta em noite de festa, um alucinado, um capacho para os seus belos sapatos.
Belluzzo preparou muito bem o roteiro do desastre palmeirense, e está sequioso para lê-lo. 
Agora é ter fé para que o Palmeiras não seja aniquilado de forma definitiva, e continue a fazer o que sempre fez: a impulsionar a grande bola da história.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Santos de Luis Álvaro


Se o douto é cauteloso, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos, é a confirmação do ditado. Em nenhum momento ficou refém do seu coração diante de tantas flechas amorosas disparadas pelo cupido inglês tentando seduzir o garoto Neymar. Homem sábio e experiente sabia que a tentação de milhões de euros não era merecedora da sua confiança. Administrando de forma exemplar, o que faz dele hoje, reinar absoluto no mundo dos dirigentes do futebol brasileiro, não rendeu-se ao assédio do alcoviteiro, o que é tão comum entre os seus semelhantes.
Luis Álvaro derrotou Marcelo Teixeira que estava no cargo havia dez anos com o lema de campanha: "O Santos pode mais", provando que é plenamente exequível comandar o destino de um clube de futebol, tendo o dinheiro como servo e não como senhor. Quem sabe um dia, este habilidoso adminstrador, não chega a destronar aquele que há duas décadas é um servo do dinheiro e o todo poderoso do nosso futebol dizendo: "O futebol brasileiro pode mais", quem sabe?
O Santos dentro de campo, provou mais uma vez, até para os seus maiores invejosos, que sempre será possível aliar futebol arte e eficiência. Fora de campo, mostra-se uma exceção na arte de administrar e agradar àquelas pessoas que compartilham o mesmo amor por um clube que já foi designado " O Santos de Pelé" e, que poderá com toda certeza, também ser lembrado pelo "Santos de Luis Álvaro", mesmo que na praça já começam a chamá-lo de louco.
Eu diria: tudo inveja, tudo inveja...





terça-feira, 24 de agosto de 2010

São Paulo - Comportamento Medroso


Após a vitória acachapante do Corinthians sobre o São Paulo neste último domingo, o dirigente tricolor João Paulo de Jesus Lopes proferiu palavras de fogo, não para iluminar a escuridão que abateu sobre seu clube, mas para inflamar os rivais Palmeiras e Corinthians com a seguinte frase: " Time grande não cai".
Lopes é um homem importante dentro do São Paulo, não precisa mentir para si próprio nem tão pouco recorrer a nenhum embuste para persuadir a sua torcida, necessita sim, deixar de ser medroso e encarar o medo, que de tão óbvio, torna-se desnecessário sua descrição.
Além de utilizar sua cabeça para sustentar cartola,  Lopes deveria usá-la para desenvolver uma qualidade imanente da mente humana imprescindível para vencer o medo da qual hoje prescinde: a coragem.
Palmeiras e Corinthians mesmo que Lopes não queira, sempre serão considerados times grandes, e, mesmo que Lopes continue não querendo, a coragem que ambos tiveram foi essencial para que pudessem reconhecer e obter sucesso naquilo que pode ser considerado o maior medo de qualquer clube, inclusive do São Paulo, do senhor Lopes.
Time grande cai, time medroso não sobe.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Voz Do Coração

Ser cético da nisso.
Sempre fui insensível ao sistema de controle da vida. Se não posso ter controle sobre ele, talvez nem ele tenha controle sobre mim. Nunca lhe dei ouvidos, apesar de acreditar em sua misteriosa existência, sempre agi de acordo com a realidade. Por isso, acredito no que é palpável, no que é evidente as minhas retinas. Acreditar na essência da vida, além de abstrato, sempre foi para mim uma loucura, um verdadeiro salto no escuro. 
Mas ontem à noite, mudei minhas convicções a seu respeito e percebi que não passo de um serviçal daquele que é coautor da minha existência.
Estava escutando o LP do Jethro Tull - Benefit - quando percebi uma pulsação muito forte no peito capaz de tremer minha camisa. Estava deitado, de imediato, sentei e lembrei do jogo do Palmeiras contra o Vitória pela copa Sul-Americana. Levantei, mudei a faixa do disco, não quis acompanhar o jogo. O Palmeiras não seria capaz de retribuir o placar de 2x0 e levar a partida para os pênaltis, o fardo seria enorme para o goleiro Marcos que festejava cinco centenas de jogos defendendo as cores do meu time. Vencer por 3 gols de diferença? Impossível!
Fiquei indiferente àquela taquicardia massageando meu pulso para que tudo voltasse ao normal. Sem o efeito desejado, lembrei do nome do álbum e associei ao álcool. Talvez precisasse de um dilatador. Comecei a tomar um uísque que ganhei no meu último aniversário. A agulha chega ao final do seu curso e o braço retorna automaticamente ao seu lugar. Pego minha toalha e vou para o banho. A taquicardia agora da lugar a uma arritmia nunca antes presenciada. Fico assustado, encosto-me na parede gelada. Minha extremidades estão cianóticas. Penso em pedir ajuda as minhas mulheres, mas não sou egoísta - o sono delas é sagrado. Todo ensaboado, começo um agachamento frenético em busca da normalidade. Durante esse movimento de vai e vem, minha visão turva, fico inerte. Não há mais batimentos, sinto falta de ar, deito-me no chão, agora um pouco mais quente, quando escuto:
Sou a voz do seu coração, porque abandonou seu time que aqui habita?
Iria perguntar quanto estava o jogo, mas ela interrompe:
Descrente, perdeu a fé no Palmeiras?
Fecho os olhos e tento compreender melhor aquela voz que não convidei para o meu banho. Sem perceber, meu coração volta a bater. Descompassado, mas volta. Aproveito então o ensejo para dizer:
Deixe-me viver!
A voz num tom mais grave, me diz:
Para um covarde não há saída!
Tremendo de medo, com meus antepassados tão próximos, suplico:
Há uma!
Qual?
Voltar a acreditar na minha paixão, no meu coração!
Meu toráx volta a expandir, termino a bebida. Sinto o sangue quente contrastando com as paredes das minhas artérias - estava vivo!
Voltei a acreditar no meu Palmeiras e principalmente na minha desumanidade.
Agora, estou torcendo como um louco!



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Será Útil a Saída de Neymar?

Muito se tem falado nos últimos dias sobre os valores da provável venda do atacante Neymar para o Chelsea, da Inglaterra. Se apenas utilizarmos nossos neurônios para entendermos essas negociações obscuras, o assunto se tornará facilmente desesperador, sem esperanças de compreendermos os verdadeiros motivos que levam os clubes brasileiros, após negociações milionárias, continuarem em maus lençóis.
Para que o futebol brasileiro possa renovar seu espírito na expectativa de dias melhores, a compreensão dos milhões de euros oferecido ao Santos será de bom alvitre para os administradores entenderem que utilidade não tem preço.
A saída precoce do jovem Neymar e de tantos outros craques brasileiros somente se justifica se for útil para o clube e para o futebol brasileiro. Se a exportação do jogador e o dinheiro proveniente forem úteis, porque serão um meio de estruturação e desenvolvimento do clube - não motivo de satisfação de desejos particulares ou enriquecimento de pessoas que muitas vezes não possuem a mínima ligação com o esporte mais popular do país - deve ser valorizada, pois de outro jeito não passará de uma quimera.
Fins e meios, uma difícil equação a ser resolvida, mas importante e necessária para retirar o luto da vida dos clubes e deixar que o futebol brasileiro apenas sirva o exterior com belos jogadores e passe a se preocupar com problemas aqui existentes e que não são poucos como: estádios, segurança, torcedor...
O problema é que os homens a quem cabe a direção do nosso futebol tendem a governar pelos meios, e nós, a acreditarmos em suas falsas retóricas: de que somos um celeiro de craques e que somente a contemplação da arte é suficiente. Para que a discussão da negociação do caso Neymar torne-se interessante, é preciso responder de fato: será útil a saída de Neymar?