Vagner Love: mais do mesmo

"A tua piscina tá cheia de ratos".

"Tuas ideias não correspondem aos fatos".

Mas, mesmo assim, Patricia Amorim, a bela presidente do Flamengo, ao melhor estilo dos competentes cartolas dos clubes nacionais, dá um belo calcanhar na imundície que prevalece no Ninho do Urubu, e promete, ao ritmo contagiante do hit de Buchecha: "só love, só love", parar o tempo na Gávea, nesta sexta-feira, 27, com a apresentação, para toda a torcida rubro-negra, do atacante do amor, o célebre e midiático Vagner Love.

Dedetizar as pragas com eficiência administrativa, me diga para quê, se a tarefa de camuflar a pilha de lixo que cresce sob os pés de Patricia - com contratações milionárias - requer muito menos esforço e gera imensuráveis dividendos políticos?

Somente um presidente besta faria isso, o que não parece ser o caso de Patricia Amorim.

A presidente do Flamengo aprendeu rapidinho a cartilha da pilantragem da política brasileira, que preza muito mais a efemeridade das aparências do que o árduo trabalho da responsabilidade e da coisa bem feita, algo raríssimo nas autoridades brasileiras.

Isso sim parece ser bem mais condizente com o trabalho de Patricia Amorim.

Com suas novas madeixas alusivas às cores do Flamengo, e com o insuportável gesto de fazer de suas calejadas mãos - de contar dinheiro e secar falsas lágrimas -, a figura de um apaixonado coração, Vagner Love espera ser recepcionado, nada mais, nada menos, pelo maior trunfo do jogo de Patricia Amorim, o famigerado Ronaldinho Gaúcho.

A dupla perfeita do amor. Do amor perfeito de Patrícia Amorim pelo poder e para o poder.

E nada para o Flamengo, nadica de nada.

Foto: Alexandre Vidal


Depois da esperada festa, o tempo não para.

E a triste realidade desaba na Gávea.

"Eu vejo o futuro repetir o passado".

"Eu vejo um museu de grandes novidades".

Patrícia Amorim, vai na onda do poeta: O tempo não para.

"Não para, não, não para".













Leia Mais ►

Mascotes da Copa do Mundo

Calçada da fama

Artigo enviado pelo leitor que assina Eduardo Leal Jr.



A Copa do Mundo de Futebol é um dos maiores eventos no mundo dos esportes. Desde 1930 o evento é realizado em um país diferente, e até hoje as regras da competição permaneceram praticamente iguais, apenas com a adição de mais seleções na disputa, o que a torna ainda mais emocionante e competitiva.



Além das disputas clássicas entre seleções, outra tradição que começou a surgir a partir da Copa do Mundo de 1966 foram os mascotes. A partir deste ano, cada país deveria criar um mascote como slogan para a competição, representando o país sede naquele ano. O primeiro a ser criado foi o leão Willie, na Copa do Mundo realizada na Inglaterra, e é considerado o mais famoso das Copas, com seu visual baseado no grupo Beatles e no símbolo da bandeira inglesa.




Nos anos 70, os mascotes foram um pouco mais humanizados com personagens mais caricaturados. Nas copas do México, Alemanha e Argentina, os mascotes foram representados por crianças, respectivamente Juanito, Tip e Tap e Gauchito, todos com os uniformes das seleções de seus países sede.



Já nos 80, os mascotes seguiram para outro tema, como frutas e concepções mais abstratas: Laranjito (Naranjito), mascote da copa de 1982 na Espanha e o mais famoso das copas, Pique, da copa de 1986 no México e na forma de um cacto com sombreiro, e Ciao, mascote de 1990 na Itália, feito de vários palitos que juntos formam um corpo, com uma bola de futebol como cabeça.




Os anos 90 trouxeram os animais como modelos de mascotes para as copas do mundo, os quais se mantêm até hoje, entre eles Striker, o cachorro da copa de 1994 nos EUA, Footix, mascote da copa da França em 1998, Goleo VI e Pellie, em referência ao Wille da copa da Alemanha de 2006, e o atual Zakumi da África do Sul da copa de 2010. As únicas exceções foram os mascotes da copa de 2002 na Coreia e Japão, com monstrinhos coloridos típicos das produções nos 2 países.





Para a copa do mundo de 2014, o Brasil tem dois possíveis mascotes para a competição: o Saci, criado pela organização Sosaci (Sociedade de Observadores do Saci) e o Pelézinho, personagem criado pelo saudoso Maurício de Souza. Os 2 personagens são os mais famosos até agora, e várias discussões acerca da escolha estão acontecendo na internet. O ícone da maior competição de futebol do mundo será escolhido até 2013.









Leia Mais ►

Blog Teia. Seu blog bem visto

Para quem resolveu se aventurar no mundo da blogosfera, sabe muito bem o quanto é difícil conciliar os compromissos do cotidiano com a dura tarefa que é de manter as linhas do blog atualizadas.

Se o tempo é escasso para o blogueiro oxigenar o seu blog com artigos diários, o que definitivamente poderá deixar o seu coração apertado, quase parando, praticamente não haverá tempo suficiente para a necessária e obrigatória tarefa de divulgação de suas ideias.

O mundo virtual é concorrido, e esse árduo trabalho de propagar o blog pelas ondas da internet que, sem dúvida alguma, é primordial para sua sobrevivência e essencial para evitar um precoce colapso do coração do blogueiro, pode e deve ser conduzido por quem entende do assunto.

Assim, recomendo aos meus amigos blogueiros, independentemente do tema que escolheram para teclar, que acessem e conheçam o Blog Teia, um site especializado em tornar público o trabalho de centenas de blogueiros Brasil afora, com muita competência, credibilidade e de tudo aquilo que qualquer blogueiro, experiente ou não, necessita, muita confiança.

Sem contra-indicações, use e abuse do site Teia. O seu blog ganhará novos leitores e, você, meu caro amigo blogueiro, mais tempo para escrever e, é claro, um coração muito mais feliz.


Sinta-se à vontade para naveguar pelo Blog Teiahttp://teia.agenciawd1.com/









Leia Mais ►

Ganso, é hora de dizer outro não

O pensamento - talvez o mais valioso instrumento da nossa querida liberdade, pois aconteça o que acontecer na sociedade ninguém será capaz de silenciar a nossa faculdade de pensar -, é o  farol que nos guia nesse incerto caminho que um dia resolvemos percorrer e o leme para tomada de novas direções para fugirmos das arapucas imposta pelo inimigo, um cárcere que não tarda a aparecer.

Se enquanto existir consciência seremos eternamente livres para pensar e agir de acordo com os nossos próprios passos, não parece ser as opressões adversárias as nossas maiores prisões. O verdadeiro encarceramento a que estamos sujeitos é deflagrado quando, independentemente do motivo, abdicamos do poder de pensar e nos tornamos indivíduos facilmente influenciados, meros contempladores da realidade - um comodismo insuportável.

Carcereiros de nós mesmos e com o discernimento dos fatos jogado no esgoto de nossas ignorâncias, viramos bestas migratórias em querer trilhar rotas de terceiros. Sem crescimento interno, não há o que gerar de produtivo em uma alma aprisionada a não ser um enorme contingente de ervas daninhas, traduzidos na sua essência pela proliferação dos mais variados e perversos conflitos internos, que turvam significativamente a nossa evolução; o nosso futuro; a nossa querida e estimada liberdade individual.

O futebol é um mundo encardido, carente de educação e com pouquíssimos jogadores com senso crítico, que não renunciam ao livre exercício diário do pensamento no fortalecimento profissional de suas carreiras. Quantos não são os jogadores, que ainda na tenra idade da adolescência - período crucial na formação do caráter -, com suas "asas" clamando por total liberdade, não são levados à desgraça por influências de empresários sanguessugas, diretores de clubes mercenários, propostas indecentes de clubes estrangeiros e por ridículos adjetivos da mídia esportiva, com suas malditas comparações com nomes renomados do esporte, interessada, é claro, no naco que lhe cabe.

É nítido como esse universo do empolgante futebol-negócio tem a capacidade de gerar sem nenhuma dificuldade na vida dos atletas a escuridão de um buraco negro, que engole toda a energia; toda a existência, deixando escapar apenas o silêncio. O absoluto silêncio de quem já não pensa por si; de quem já não caminha com as suas próprias pernas; de quem já não enxerga o perigo. Frutos de uma mente inerte, apequenada, sem saída e uma isca fácil para os vorazes predadores que infestam esse meio.

Os exemplos estão aí, aos montes, nem é preciso mencioná-los, aliás, um exemplo recente merece destaque: o garoto Paulo Henrique Ganso.

Ganso diz que está tudo bem, pouco fala. Mas até o padre da esquina clama pela volta do seu bom futebol que o levou à seleção brasileira. Será que Ganso foi obra do ilusionismo ou será que a jogatina que envolve o seu futuro, até então promissor, não seria a grande responsável pelos atuais conflitos que o atleta atualmente passa, produzidos pela ganância de seus empresários e pela falta de sensibilidade do experiente e intelectual presidente do Santos Luis Alvaro?

O desfecho desse imbróglio para a carreira de Ganso poderá ter resultados imprevisíveis. Tudo porque, o jovem meia santista, não responde mais por si. Já não se recorda onde guardou as chaves que o seu raro talento certamente poderia lhe abrir, de forma natural, dentro do próprio Santos, novas oportunidades e conquistas pessoais.

Paulo Henrique Ganso é vítima. Mas seu espírito está preso, sua vida não cresce, seu estado de homem livre está comprometido. Eles, os outros, é que são os réus da história. Mas estão livres, leves e se fortalecendo de liberdade alheia.

Está na hora de Ganso acordar e fazer valer o poder de seu julgamento e chamar a responsabilidade desse péssimo jogo para si. Como certo dia fez, ainda com a luz do seu pensamento acessa, negando ser substituído do gramado.

A luz do pensamento que o libertará dessa arapuca armada pelos seus inimigos, que impede o retorno da alegria de seu bom futebol e que, certamente, o guiará a passos firmes em busca de novas direções, em busca da sua amada e querida liberdade individual.

Ganso, é hora de voltar a ser o senhor do seu pensamento, é hora de voltar a dizer não.













Leia Mais ►

A despedida de um Santo arqueiro

Exceto a despedida definitiva do encerrar dos olhos, quando o coice da morte impetuosamente esmaga o coração e como um ferro em brasa risca a face de quem fica com dolorosas lágrimas de um último adeus, todas as demais são regadas com lágrimas de um possível reencontro, cedo ou tarde, não importa.

Ao anunciar, oficialmente, nesta quarta-feira, 11 de janeiro, que a sua vitoriosa vida que construiu, nas últimas duas décadas, sempre trajando as cores do Palmeiras, com muito arrojo, dedicação, sofrimento, sabedoria, paixão, e, principalmente, um talento ímpar em defender bolas indefensáveis, que o consagraram como um goleiro quase perfeito - daí a sua fama de Santo - chegou ao fim, Marcos, sob aplausos de todas as torcidas, ascende ao Olimpo do futebol brasileiro, defendendo, agora, a imortal cadeira de número 12.

A vida, que adoramos cultivá-la, em muitas ocasiões parece não ter o menor apreço conosco, basta observar que, a cada novo dia, impiedosamente ela nos apresenta, em conta-gotas, as aparências da sua companheira mais fiel. A morte.

O Santo arqueiro palmeirense, que não teme a morte, mas que sente o peso de seu cajado, impedido de realizar as tarefas do seu trabalho, que um dia fizera de olhos fechados, entendeu - como poucos entendem - que a sua brilhante carreira profissional dedicada ao futebol morreu, acabou. As aparências desta morte não são de hoje, elas já estavam expostas no seu sofrido semblante, com marcas de expressões que insistiam criar morada em seu rosto, nas incontáveis lesões do seu corpo e na irreparável fratura da sua alma de homem esportivo.

Marcos, em vida, despede-se da sua própria vida. Uma vida enterrada com um pronunciamento marcado por um coração em frangalhos, olhos repletos de lágrimas de saudades, que viraram ouro para cobrir a história de um grande homem e fogo para cauterizar toda má palavra dirigida a sua pessoa. Uma biografia que descansará em paz, abrigada pela sombra eterna do clube que, com enorme respeito e competência, soube honrar, com sua marcante personalidade, a sua linda bandeira. O grande Palmeiras. Uma justa proteção.

Foto Gazeta Press
A vida de um Santo arqueiro, infelizmente apresenta o seu ponto final, explicada pela ciência do esporte com a razão; eu, um Zé Ninguém, a defino como uma puta sacanagem. Mas outros parágrafos da vida desse exemplo de jogador ainda serão escritos longe das traves. E não se acanhe em deixar rolar o seu choro quando vê-lo novamente, cedo ou tarde, de modo informal nos gramados. Será o pranto do feliz reencontro. Do reencontro de Marcos com as luvas, com a bola e com a torcida. Esta de qualquer cor, não importa.

Marcos, simplesmente obrigado. Por tudo.

O real reconhecimento de um homem é calculado no exato momento de sua eterna despedida, seja ela real ou aparente.





Leia Mais ►

Santos, é preciso dar o sangue


Se o Santos, como dizem por aí, "jogou pro gasto" e pouco precisou suar a camisa para vencer a fraca equipe do Kashiwa Reysol, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, agora, diante da forte equipe do Barcelona, neste domingo, no estádio de Yokohama, palco da grande final da competição, precisará, além de encharcar a camisa com o usual líquido salgado transbordando rios de garra e técnica, precisará também de uma química especial, motivadora de sonhos e combustível necessário para realização de grandes conquistas que, como dizem por aí, significa "dar o sangue".

Sem prejuízo da inteligência para encontrar saídas pelos obstáculos naturalmente imposto por um adversário de tamanha envergadura, como é esse excelente time espanhol, dar o sangue em uma partida como essa em busca novamente do merecido reconhecimento mundial, é alimentar-se da própria dor, do árduo sofrimento de que é tentar freiar esse temido Barcelona, que, indiscutivelmente, possui um arsenal sem fim de possibilidades de jogadas, e, ao mesmo tempo, manter mente e pés em perfeita sincronia para poder avançar, encurralar e asfixiar o inimigo, que, indiscutivelmente, o Santos possui.


Se, a partir do apito inicial, o Santos for realmente ambicioso ao ponto de querer voltar a surfar na crista da onda do futebol internacional, desbancando o poderoso Barcelona, que goza de um invejável currículo de competentes jogadores, a difícil tarefa de derrotar a equipe catalã terá dado um grande passo rumo ao sucesso, pois não há sangue derramado em busca dos desejos que não supre limitações, a bem da verdade, o prazer da vitória é muito mais intenso quando há lacunas a preencher e, o resultado final, é a bela metamorfose do suor e sangue em lágrimas de recompensa, a verdadeira química dos campeões.

Osso duro de roer, a perigosa equipe catalã está acostumada, como um rolo compressor, a destruir quem ousar a cruzar o seu caminho, mas ainda não existe notícias mundo afora informando de que os "bam-bam-bans" das quatro linhas já foram capazes de superar aspirações alheias. Se foram, é porque ainda não se depararam com alguém que deseja veementemente o seu terceiro título Mundial e que jogará, até o apito final, com o gosto de sangue a escorrer pelo canto da boca - uma blindagem para qualquer tipo de perigo -, sob a proteção da magia que eternizou a sua camisa por um homem chamado Pelé e, que hoje, possui um moleque que é a mais pura encarnação da originalidade do futebol brasileiro chamado Neymar.


Que venha Messi, Xavi, Iniesta, o rei, a rainha e todos os desgostos, sabe por quê?

Porque agora quem da a bola é o Santos, o Santos é o novo campeão...






Leia Mais ►

Neymar e Messi, os protagonistas do Mundial de Clubes

Começa nesta quarta-feira, dia 14, na terra do sol nascente, na cidade de Toyota, a ser desenhada a final que todos esperam contemplar, no próximo domingo, dia 18, na cidade de Yokohama, entre Santos e Barcelona, valendo pelo Mundial de Clubes da Fifa, um jogo que não está escrito nas estrelas, mas a depender do potencial das chuteiras de Neymar e Lionel Messi, os corpos celestes, com toda a certeza, não irão pisar na bola.

A expectativa dessa grande final não é somente porque, devido as condições normais de temperatura e pressão, a equipe do Kashiwa Reysol, do técnico brasileiro Nelsinho Baptista, não é capaz de vencer o atual campeão da América ou porque, o time do Catar, Al Sadd, não é páreo para enfrentar o melhor time do mundo, mas, principalmente, porque teremos a rara oportunidade de acompanhar o desempenho do "desrespeitoso" craque Neymar, que veste uma das camisas mais respeitadas do futebol mundial, e do craque argentino Messi, que, provavelmente, deverá ganhar, pela terceira vez consecutiva, o prêmio Fifa Bola de Ouro. Um duelo para alimentar a eterna rivalidade entre Brasil e Argentina e que poderá selar o destino de Santos e Barcelona na competição.

Cabe ao Santos desenhar e pintar o quadro dessa aguardada final que, para não ser surpreendido pelo "espírito Mazembe" - que adora incorporar nos favoritos na presença de "salto alto" -, deverá manter os olhos bem abertos diante da equipe dos olhos fechados para não embarcar, melancolicamente, no primeiro "asa dura" com destino ao Brasil.

Mas, acredito, não teremos surpresas, mesmo que depois de ter vencido a Libertadores e ter pisado perigosamente no freio e ter feito pouco de interessante nos gramados de lá para cá, o Santos possui invejáveis pés de Neymar, que, aliás, estão aí depositados todas as esperanças alvinegras do sonhado tricampeonato Mundial. E, para todos aqueles que torcem por mais essa conquista do futebol brasileiro, nesta manhã de quarta, é imprescindível manter um olho no Peixe e outro no Kashiwa. Secando, é claro.

Daí, no domingo, pois a vitória do poderoso Barcelona frente ao desconhecido Al Sadd já está escrito nas estrelas, o aguardado encontro de Neymar e Messi estará agendado no Mundial de Clubes de 2011, e o sucesso de suas respectivas equipes no desfecho dessa importante competição internacional, que passará pelo bico mágico de suas chuteiras, dependerá e muito se esses astros terrenos não pisarem na bola ou em outras palavras, não "amarelarem".














Leia Mais ►

Brasileirão, o campeonato da regularidade

Apesar de ainda encontrar muita resistência entre torcedores e profissionais do mundo da bola, a atual fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, que tem na sua essência a valorização da vitória, ao que tudo indica veio definitivamente para ficar e, a cada nova edição, fica claro que, para as equipes não ficarem perdidas na tabela de pontuação, como uma alma errante a procura do céu ou do inferno, é obrigatório durante toda a competição procurar aquilo que é a marca registrada do certame: a regularidade.

Iniciada em 2003, em substituição ao tradicional sistema de mata-mata, a leitura da edição de 2011 por pontos corridos - a mais concorrida de todas - nos diz que finalmente as agremiações aprenderam a lição de que não existe outro caminho a ser seguido em busca das primeiras colocações, e a árdua tarefa de aí se permanecerem, se não trilharem pelo ritmo da regularidade, o que explica, em grande parte ou mesmo em sua totalidade, a poucos rodadas do fim do Brasileirão, termos um contingente expressivo de clubes disputando ponto a ponto o tão desejado primeiro lugar e as vagas de acesso a tão sonhada Taça Libertadores da América, algo inexistente em edições anteriores, e que podemos afirmar, sem ajuda das cartas do Tarô, que estará presente também em edições futuras.

Em um campeonato, onde os números falam mais alto do que qualquer palavra, o vocábulo "regularidade" é um intruso na matemática de técnicos e jogadores, mas essencial para esquentar a frieza dos algarismos e conferir, para o clube que o adota como mantra no suado cotidiano da pelota, o segundo termo mais procurado nos motores de busca do Brasileirão: a competitividade.

Não há planejamento idealizado pelas mentes brilhantes dos cartolas que resista, em um torneio de pontos corridos, a ausência do interdependente binômio regularidade/competitividade que, sem sombra de dúvidas, é a verdadeira vitrine dos campeões dessa interessante forma de disputa. Basta um olhar de relance sobre o comportamento do campeão Corinthians ou mesmo do segundo colocado Vasco, no Campeonato Brasileiro de 2011, para compreender o sorriso aberto de seus administradores.

O formato de pontos corridos ainda está muito longe de ser uma unanimidade, mas com algumas mudanças pontuais, por exemplo, como na edição deste ano, que privilegiou a rivalidade dos grandes clássicos estaduais exatamente na última rodada, acertando de uma vez por todas as arestas da desgraça do famigerado entrega-entrega, aos poucos vem ganhando a simpatia dos mais céticos ao sistema, e não tardará para que, num futuro bem próximo, todos estejam finalmente familiarizados com essa forma de disputa, que é simples, coerente e, principalmente, justa com o vencedor.

Ou existirá alguém capaz de jogar pedra no campeão, questionando sua legitimidade, em um campeonato onde o fator sorte recebeu um belo cartão vermelho, e que foi organizado e ajustado para coroar o mais competente, aquele que, dentre os inúmeros competidores, entendeu muito bem a importância da regularidade, da primeira até a derradeira rodada, traduzindo eficiência e competitividade?

Parabéns ao grande merecedor deste ano e a seus milhões de seguidores, que, infelizmente, tiveram que dividir o título entre a terra e o céu, provando, mais uma vez, que esse coração é um eterno sofredor, mas que nunca sai do compasso, porque toda alegria ainda é pouco.









Leia Mais ►

O atual desprazer de Luiz Felipe Scolari

"Vamos jogar pelos três pontos, não estamos pensando em atrapalhar nem o time A, nem o time B".

Confesso que não fiquei receoso, num primeiro momento, em qualificar de um grande mentiroso o técnico Luiz Felipe Scolari, autor da frase acima, que, em recente entrevista ao Globoesporte.com, disse não sentir prazer algum em não deixar o Corinthians ser campeão, na tarde deste próximo domingo, no estádio do Pacaembu, num duelo agendado pelo Diabo e historicamente explosivo, indemonstrável como um axioma.

Em jogos de tamanha rivalidade - como é Palmeiras e Corinthians - a disputa pelos pontos é apenas plano de fundo para algo muito, mas muito maior do que a capacidade de balançar as redes adversárias. É um sentimento expresso não em palavras ou palavrões pela superioridade no placar após o apito final. É muito mais do que isso, são impressões de leveza e felicidade plena - como se a alma fosse delicadamente acariciada por mãos divinas e corações encharcados da mais perfeita alegria - em última análise, o orgasmo dos orgasmos.

Em menor ou maior grau, pois reagimos de forma diferente aos estímulos, essa delícia de vencer o arquirrival dentro dos gramados é compartilhada por todos aqueles que fazem do futebol uma página especial nesse empolgante e sedutor mundo esportivo, inclusive os cartolas que, não raro, se apresentam como bestas anencéfalas à procura apenas da efemeridade do poder de mandar e do poder do dinheiro.

Fica então, nesse contexto salutar de concorrência, a primeira vista interpretar a frase de Felipão como completamente falsa, principalmente pelas circunstâncias que envolvem o próximo e importante jogo entre Corinthians e Palmeiras, que poderá coroar a ótima campanha do Timão nesta temporada ou significar a redenção Alviverde de um ano intensamente pecaminoso. E foi justamente isso que fiz: não acreditar, a princípio, nas doces palavras do comandante palestrino, além, é claro, de considerá-lo como mais um hipócrita, dentre os inúmeros homens públicos deste País, que somos obrigados a aturar diariamente com suas belas retóricas distorcendo a verdadeira realidade dos fatos.

Mas quem sou eu para julgar e duvidar de sentimentos alheios foi a indagação que me surgiu instantes após a leitura da entrevista, a qual me fez refletir: E se Felipão, num lance de fúria, abdicou do direito de querer sorrir com a tristeza - se ela mesmo ocorrer - do seu arqui-inimigo, e por que não posso dar crédito a sua inverossímil afirmação? Será que não seria eu o mentiroso acusando alguém de fingimento?

Confesso que não é nada fácil digerir as declarações do técnico palmeirense, uma pessoa que já cansei de duvidar neste ano, como também não sou tão ingênuo ao ponto de crer que essa tal de ética vigora apenas nos cargos de alta patente, pois nesse antro a coitada está num processo acelerado de extinção.

Mas agora, sem saber ainda o porquê, resolvi dar fé ao testemunho de Felipão. Talvez pelo fato de não querer ser eu o mentiroso ou até mesmo, quem sabe, porque Luiz Felipe Scolari já tenha se fartado desse mesmo prazer em um passado não tão distante.

Por que não?





















Leia Mais ►