Santos, é preciso dar o sangue


Se o Santos, como dizem por aí, "jogou pro gasto" e pouco precisou suar a camisa para vencer a fraca equipe do Kashiwa Reysol, na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, agora, diante da forte equipe do Barcelona, neste domingo, no estádio de Yokohama, palco da grande final da competição, precisará, além de encharcar a camisa com o usual líquido salgado transbordando rios de garra e técnica, precisará também de uma química especial, motivadora de sonhos e combustível necessário para realização de grandes conquistas que, como dizem por aí, significa "dar o sangue".

Sem prejuízo da inteligência para encontrar saídas pelos obstáculos naturalmente imposto por um adversário de tamanha envergadura, como é esse excelente time espanhol, dar o sangue em uma partida como essa em busca novamente do merecido reconhecimento mundial, é alimentar-se da própria dor, do árduo sofrimento de que é tentar freiar esse temido Barcelona, que, indiscutivelmente, possui um arsenal sem fim de possibilidades de jogadas, e, ao mesmo tempo, manter mente e pés em perfeita sincronia para poder avançar, encurralar e asfixiar o inimigo, que, indiscutivelmente, o Santos possui.


Se, a partir do apito inicial, o Santos for realmente ambicioso ao ponto de querer voltar a surfar na crista da onda do futebol internacional, desbancando o poderoso Barcelona, que goza de um invejável currículo de competentes jogadores, a difícil tarefa de derrotar a equipe catalã terá dado um grande passo rumo ao sucesso, pois não há sangue derramado em busca dos desejos que não supre limitações, a bem da verdade, o prazer da vitória é muito mais intenso quando há lacunas a preencher e, o resultado final, é a bela metamorfose do suor e sangue em lágrimas de recompensa, a verdadeira química dos campeões.

Osso duro de roer, a perigosa equipe catalã está acostumada, como um rolo compressor, a destruir quem ousar a cruzar o seu caminho, mas ainda não existe notícias mundo afora informando de que os "bam-bam-bans" das quatro linhas já foram capazes de superar aspirações alheias. Se foram, é porque ainda não se depararam com alguém que deseja veementemente o seu terceiro título Mundial e que jogará, até o apito final, com o gosto de sangue a escorrer pelo canto da boca - uma blindagem para qualquer tipo de perigo -, sob a proteção da magia que eternizou a sua camisa por um homem chamado Pelé e, que hoje, possui um moleque que é a mais pura encarnação da originalidade do futebol brasileiro chamado Neymar.


Que venha Messi, Xavi, Iniesta, o rei, a rainha e todos os desgostos, sabe por quê?

Porque agora quem da a bola é o Santos, o Santos é o novo campeão...






1 comentários:

Anônimo disse...

Que paura!!! Que vença o melhor. (Ademilson)

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