Vagner Love: mais do mesmo

"A tua piscina tá cheia de ratos".

"Tuas ideias não correspondem aos fatos".

Mas, mesmo assim, Patricia Amorim, a bela presidente do Flamengo, ao melhor estilo dos competentes cartolas dos clubes nacionais, dá um belo calcanhar na imundície que prevalece no Ninho do Urubu, e promete, ao ritmo contagiante do hit de Buchecha: "só love, só love", parar o tempo na Gávea, nesta sexta-feira, 27, com a apresentação, para toda a torcida rubro-negra, do atacante do amor, o célebre e midiático Vagner Love.

Dedetizar as pragas com eficiência administrativa, me diga para quê, se a tarefa de camuflar a pilha de lixo que cresce sob os pés de Patricia - com contratações milionárias - requer muito menos esforço e gera imensuráveis dividendos políticos?

Somente um presidente besta faria isso, o que não parece ser o caso de Patricia Amorim.

A presidente do Flamengo aprendeu rapidinho a cartilha da pilantragem da política brasileira, que preza muito mais a efemeridade das aparências do que o árduo trabalho da responsabilidade e da coisa bem feita, algo raríssimo nas autoridades brasileiras.

Isso sim parece ser bem mais condizente com o trabalho de Patricia Amorim.

Com suas novas madeixas alusivas às cores do Flamengo, e com o insuportável gesto de fazer de suas calejadas mãos - de contar dinheiro e secar falsas lágrimas -, a figura de um apaixonado coração, Vagner Love espera ser recepcionado, nada mais, nada menos, pelo maior trunfo do jogo de Patricia Amorim, o famigerado Ronaldinho Gaúcho.

A dupla perfeita do amor. Do amor perfeito de Patrícia Amorim pelo poder e para o poder.

E nada para o Flamengo, nadica de nada.

Foto: Alexandre Vidal


Depois da esperada festa, o tempo não para.

E a triste realidade desaba na Gávea.

"Eu vejo o futuro repetir o passado".

"Eu vejo um museu de grandes novidades".

Patrícia Amorim, vai na onda do poeta: O tempo não para.

"Não para, não, não para".













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